O preço internacional do petróleo voltou a subir com força nesta quinta-feira (10) e ultrapassou US$ 107 por barril, ampliando a pressão sobre o mercado mundial de combustíveis.
O petróleo Brent, referência internacional, chegou a US$ 107,08 durante as negociações, com valorização próxima de 6%. O WTI, referência nos Estados Unidos, superou US$ 101.
A movimentação ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e às preocupações relacionadas às rotas utilizadas para o transporte internacional de petróleo.
A valorização da commodity tem repercussões que vão além do mercado financeiro. O preço internacional do petróleo influencia custos de produção, importação e comercialização de combustíveis e, por consequência, setores dependentes do transporte.
Em Mato Grosso do Sul, a situação merece atenção principalmente pelos possíveis reflexos sobre transporte rodoviário, agronegócio e logística.
A alta internacional, no entanto, não significa aumento automático e na mesma proporção dos preços encontrados pelos consumidores nos postos.
A formação do preço dos combustíveis no Brasil envolve fatores como cotações internacionais, câmbio, política de preços das empresas, tributos, custos de distribuição e margens de comercialização.
O avanço do petróleo ocorre justamente no momento em que novas medidas do Governo Federal para tentar amortecer os efeitos da volatilidade internacional começaram a valer.
Entre as medidas está a redução de R$ 0,63 por litro nos tributos federais incidentes sobre a gasolina. Para o etanol hidratado, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins foram temporariamente zeradas.
No caso do diesel rodoviário, foi autorizado um mecanismo de subvenção econômica, com valor inicial de R$ 1 por litro.
Diante da volatilidade internacional, o comportamento dos preços nas bombas deverá ser acompanhado nas próximas pesquisas oficiais. Os valores praticados nos postos podem variar entre estados, municípios e estabelecimentos.















