Seis trabalhadores foram resgatados em Mato Grosso do Sul durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional de combate ao trabalho análogo à escravidão realizada ao longo de agosto.
No país, 479 trabalhadores foram retirados de condições consideradas análogas à escravidão durante a operação.
A ação foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho, e contou com participação do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União e Polícia Federal.
Ao todo, foram realizadas 231 ações fiscais entre os dias 1º e 31 de agosto.
Entre as pessoas resgatadas estavam 75 mulheres, 13 crianças e adolescentes e 66 migrantes de diferentes países.
As fiscalizações ocorreram principalmente no meio rural, que concentrou 57,5% das ações e 292 trabalhadores resgatados. No meio urbano, foram encontrados 178 trabalhadores nessas condições. Outros nove casos ocorreram no trabalho doméstico.
As atividades com maior número de resgates incluíram construção civil, cultivo de café, cebola e batata-inglesa, além de outras atividades agrícolas e extrativistas.
Durante a operação também foram encontrados 1.192 trabalhadores sem registro formal de contrato de trabalho.
Os empregadores identificados nas fiscalizações foram notificados a interromper as irregularidades e adotar as providências determinadas pelos órgãos responsáveis. Mais de R$ 1,4 milhão em verbas trabalhistas e rescisórias foram pagos aos trabalhadores.
O levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho mostra que Mato Grosso do Sul teve seis resgates durante a operação. O detalhamento nacional divulgado pelo órgão não especifica, no balanço apresentado, os municípios sul-mato-grossenses onde esses casos ocorreram.
Denúncias de situações de trabalho análogo à escravidão podem ser realizadas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, mantido pela Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.















