A queda de 2,01% no preço da gasolina foi o principal fator responsável pela desaceleração da inflação ao consumidor registrada em maio pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Além da gasolina, outros produtos e serviços também apresentaram redução nos preços, contribuindo para aliviar o impacto no bolso do consumidor. Entre os destaques estão o etanol (-6,90%), o café em pó (-3,29%), a tarifa de ônibus urbano (-0,93%) e os aparelhos telefônicos celulares (-1,05%).
Em contrapartida, alguns itens exerceram pressão sobre a inflação no período. A tarifa de eletricidade residencial, com aumento de 4,00%, liderou as altas, seguida pela batata-inglesa (45,17%), tomate (15,42%), serviços bancários (2,35%) e condomínio residencial (1,73%).
Com esse cenário, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) desacelerou, passando de uma alta de 0,88% em abril para 0,60% em maio, indicando uma redução no ritmo de crescimento dos preços ao consumidor.
Entre os grupos de despesas que registraram desaceleração estão Transportes, que saiu de 1,47% para -0,71%, Saúde e Cuidados Pessoais, que caiu de 1,33% para 0,47%, e Educação, Leitura e Recreação, com variação reduzida de 0,32% para 0,20%.
Por outro lado, setores como Habitação, Alimentação, Vestuário, Comunicação e Despesas Diversas apresentaram aceleração nos preços durante o mês.
A FGV também informou que o núcleo do IPC-DI — indicador que exclui itens de maior volatilidade para medir a tendência da inflação — permaneceu estável, com alta de 0,42% em maio, repetindo o resultado registrado em abril.
Já o índice de difusão, que mede a proporção de produtos e serviços que tiveram aumento de preços, avançou levemente, passando de 64,19% em abril para 64,84% em maio, demonstrando que a alta de preços continuou espalhada por boa parte dos itens pesquisados.
Fonte: Estadão Conteúdo
















