O preço internacional do petróleo voltou a subir com força nesta segunda-feira (14) e aumentou a atenção sobre os possíveis impactos da escalada das tensões no Oriente Médio na economia brasileira.
O barril do petróleo Brent, referência internacional, chegou a US$ 109,74 na máxima do dia, com valorização de 4,90%. O movimento ocorre em meio ao agravamento das preocupações com o fornecimento mundial de petróleo, após novos ataques contra estruturas de energia na Arábia Saudita.
A valorização da commodity também repercutiu no mercado financeiro brasileiro. Por volta do início da tarde, o dólar apresentava alta de 0,57%, cotado a R$ 5,152, enquanto o Ibovespa recuava 0,83%.
Alta do petróleo aumenta atenção sobre combustíveis
A escalada do petróleo ocorre em um momento em que o governo federal já adotou medidas para tentar limitar os efeitos da alta internacional sobre os combustíveis vendidos no Brasil.
Entre as medidas está a redução de R$ 0,63 por litro nos tributos federais PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina. Segundo informações divulgadas pela equipe econômica, a desoneração tem previsão de permanecer até 5 de outubro e custo estimado de R$ 1,7 bilhão por mês.
Para o diesel, o governo também estabeleceu subvenção aos produtores e importadores, em uma tentativa de reduzir a transmissão da alta internacional para o mercado interno.
Apesar da forte valorização do petróleo nesta segunda-feira, isso não significa que haverá automaticamente um novo reajuste da gasolina ou do diesel nas bombas.
Na semana passada, a Petrobras chegou a anunciar uma alteração de R$ 0,19 no preço da gasolina vendida às distribuidoras, mas posteriormente cancelou o reajuste. O preço da gasolina A comercializada pela estatal permaneceu em R$ 3,05 por litro para as distribuidoras.
Mato Grosso do Sul pode sentir reflexos
Para Mato Grosso do Sul, a evolução do preço do petróleo merece acompanhamento principalmente pelos possíveis efeitos sobre diesel, transporte rodoviário, fretes e custos do agronegócio.
O Estado depende fortemente do transporte rodoviário para o escoamento da produção agropecuária e para o abastecimento de municípios. Por isso, uma eventual alta persistente dos combustíveis pode repercutir nos custos logísticos.
Neste momento, porém, não há confirmação de um novo reajuste nas refinarias provocado pela alta registrada nesta segunda-feira. A evolução das cotações internacionais e eventuais decisões da Petrobras e do governo federal deverão ser acompanhadas nos próximos dias.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que publicaria nesta segunda-feira o levantamento dos preços dos combustíveis referente ao período de 6 a 12 de setembro, dado que permitirá acompanhar a evolução dos valores efetivamente cobrados nos postos.














