Mato Grosso do Sul contabilizou cerca de 370 autorizações formais para doação de órgãos nos últimos dois anos por meio da Aedo (Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos). Enquanto isso, aproximadamente 290 pessoas aguardam atualmente na fila por um transplante no Estado, segundo dados do Ministério da Saúde.
Criada há dois anos pelos Cartórios de Notas e regulamentada nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ferramenta digital busca ampliar o acesso da população ao registro oficial da intenção de doar órgãos e fortalecer a cultura da doação no país.
De acordo com o presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Mato Grosso do Sul (CNB-MS), Elder Dutra, o aumento das autorizações demonstra maior conscientização da população sobre a importância do ato.
“A Aedo é uma ferramenta que traz segurança jurídica e facilita a manifestação de vontade do cidadão de forma totalmente digital. Em Mato Grosso do Sul, já são quase 370 registros, um avanço importante para fortalecer a cultura da doação. Diante do número de pessoas que ainda aguardam por um transplante, cada autorização formalizada pode representar uma chance real de salvar vidas”, destacou.
Mais de 290 pessoas aguardam transplante em MS
Segundo informações do Ministério da Saúde, mais de 290 pacientes estão atualmente na fila de espera por transplantes em Mato Grosso do Sul. Em todo o Brasil, mais de 3 mil transplantes já foram realizados somente em 2026.
Entre os procedimentos mais frequentes estão os transplantes de rim e fígado, que seguem concentrando a maior demanda tanto no Estado quanto no restante do país.
Como funciona a autorização digital
A Aedo permite que qualquer cidadão registre gratuitamente a intenção de doar órgãos de forma totalmente on-line, por meio da plataforma e-Notariado.
O procedimento começa no portal oficial da autorização, onde o interessado solicita um Certificado Digital Notarizado sem custos. Em seguida, é realizada uma videoconferência com um tabelião de notas para validação da identidade e assinatura eletrônica do documento, no qual a pessoa pode indicar os órgãos que deseja doar.
Após a validação, a autorização passa a integrar automaticamente a Central Nacional de Doadores de Órgãos e pode ser consultada por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. O registro também pode ser cancelado a qualquer momento pelo próprio cidadão.
Apesar da autorização digital, especialistas reforçam que comunicar a decisão à família continua sendo um passo importante, já que os familiares ainda são consultados no momento da doação.
Fonte: Jornal Midiamax e Ministério da Saúde.
















