A dramaturgia brasileira perdeu uma de suas maiores referências. Laura Cardoso morreu aos 98 anos, na noite de segunda-feira (17), em sua casa, em São Paulo. Segundo a família, a atriz morreu de causas naturais.
A informação foi divulgada nas primeiras horas desta terça-feira (18) pelas redes sociais da artista. Laura morreu às 23h24. O velório está previsto para ocorrer nesta terça-feira, das 8h às 14h, no Funeral Home, na capital paulista.
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso, em 13 de setembro de 1927, no bairro do Bixiga, Laura era filha de imigrantes portugueses. Aos 15 anos, iniciou a carreira no rádio, em 1942, dando início a uma trajetória que se estenderia por mais de oito décadas.
Uma carreira que atravessou gerações
Laura Cardoso acompanhou praticamente toda a história da dramaturgia brasileira. Chegou à televisão em 1952, na TV Tupi, e posteriormente passou por diferentes emissoras até se tornar um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira.
Na Globo, estreou em 1981, na novela “Brilhante”. Ao longo dos anos, participou de dezenas de produções e interpretou personagens que permanecem na memória do público.
Entre seus trabalhos mais marcantes estão “Mulheres de Areia”, “A Viagem”, “Rainha da Sucata”, “Felicidade”, “Explode Coração”, “Chocolate com Pimenta”, “O Profeta”, “Caminho das Índias”, “Império” e “O Outro Lado do Paraíso”.
Sua última novela foi “A Dona do Pedaço”, em 2019. Mesmo afastada das novelas, continuou ligada à arte e participou, em 2025, do curta-metragem “Dona Rosinha”.
Reconhecimento até os últimos anos
Considerada uma das artistas mais longevas da televisão brasileira, Laura também construiu uma trajetória no cinema, teatro e dublagem.
Em 2025, recebeu uma estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo, em reconhecimento à sua contribuição para a dramaturgia. Naquele mesmo ano, participou da tradicional mensagem de fim de ano da emissora, ao lado de nomes como Tony Ramos e Susana Vieira.
Laura deixa as filhas Fernanda e Fátima, além de netos e bisnetos.
“Amo a vida”
Em uma entrevista concedida em 2019, aos 91 anos, Laura falou sobre a morte e afirmou que não tinha medo dela. Para a atriz, a morte fazia parte da própria existência.
“Amo a vida, agradeço a Deus por ter chegado a essa idade, mas a gente um dia vai embora“, declarou na ocasião.
Com uma carreira iniciada ainda na adolescência e construída em diferentes meios artísticos, Laura Cardoso deixa um dos mais importantes legados da história da dramaturgia brasileira.
















