O apontado integrante de alta cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital), Gerson Palermo, conhecido como “Pigmeu”, foi extraditado da Bolívia para o Brasil nesta quarta-feira (27), após ser preso depois de quase seis anos foragido. A transferência ocorreu com escolta da Polícia Federal brasileira e autoridades bolivianas.
Segundo informações divulgadas pelo portal boliviano El Deber, Palermo foi levado por equipes da Força Especial de Combate ao Narcotráfico (FELCN) até o Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, onde embarcou sob forte esquema de segurança em uma aeronave da Polícia Federal.
A expectativa é de que ele seja encaminhado para Campo Grande, embora até o momento nem a defesa nem a Polícia Federal tenham confirmado oficialmente o destino final.
Foragido vivia como “agricultor” na Bolívia
De acordo com investigações, Gerson Palermo, de 68 anos, estava escondido em uma propriedade rural nas proximidades da cidade de Cotoca, na Bolívia, a cerca de 19 quilômetros de Santa Cruz de la Sierra.
Na região, ele se apresentava como empresário do agronegócio e levava uma rotina discreta, enquanto era procurado pelas autoridades brasileiras por envolvimento com tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e articulação logística entre Brasil e Bolívia.
As autoridades apontam Palermo como um dos principais operadores do tráfico transnacional de cocaína com ligações ao PCC.
Sequestro da filha ajudou a localizar Palermo
A localização do foragido ocorreu após investigações relacionadas ao sequestro da própria filha, de 25 anos, ocorrido em outubro de 2025, em Campo Grande.
Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o crime teria sido motivado por uma disputa envolvendo o desaparecimento de US$ 100 mil ligados ao tráfico de drogas.
A vítima foi resgatada por equipes do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) e da Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
A partir do caso, investigações conduzidas pelo Núcleo de Inteligência Policial, em parceria com a Polícia Federal e a FELCN da Bolívia, permitiram identificar o paradeiro de Palermo no país vizinho.
Histórico criminal inclui sequestro de avião
Gerson Palermo possui histórico criminal desde a década de 1990 e ficou nacionalmente conhecido por liderar o sequestro de um Boeing 727 da Vasp, em 2000.
Na ocasião, após a decolagem em Foz do Iguaçu, a aeronave foi obrigada a pousar em Porecatu, no Paraná, onde criminosos roubaram nove malotes do Banco do Brasil, contendo cerca de R$ 5,5 milhões.
Piloto de avião, Palermo teria coordenado a ação e acabou condenado a 66 anos e 9 meses de prisão pelo crime. Desde então, era considerado pela Polícia Federal um dos maiores traficantes do país.
Fonte: Jornal Midiamax e portal boliviano El Deber
















