Os Estados Unidos anunciaram o restabelecimento do bloqueio aos portos iranianos após uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. A medida foi adotada depois que o Irã realizou ataques com mísseis e drones contra embarcações e países vizinhos na região do estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
Antes da retomada do bloqueio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou novos bombardeios contra alvos em território iraniano. Durante a madrugada, sirenes de alerta voltaram a soar no Bahrein e no Kuwait, após novos ataques atribuídos ao Irã.
Segundo o comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, o governo iraniano lançou dezenas de mísseis e drones contra países árabes da região.
Atualmente, os Estados Unidos mantêm uma forte presença militar no Oriente Médio, com pelo menos 19 navios de guerra posicionados no Mar Arábico, incluindo dois porta-aviões, um navio de assalto anfíbio e centenas de aeronaves militares em operação.
A retomada do bloqueio ocorre após o fracasso das negociações relacionadas ao programa nuclear iraniano. Em abril, Washington havia imposto restrições à navegação, suspensas em junho após um acordo temporário que previa 60 dias de negociações. Com o aumento dos confrontos, o entendimento perdeu força.
O presidente Donald Trump chegou a propor a cobrança de uma taxa de 20% sobre cargas que atravessassem o estreito de Hormuz, mas recuou da ideia após conversas com aliados do Golfo Pérsico, que ofereceram investimentos nos Estados Unidos.
Em entrevista, Trump também afirmou que novos ataques ao Irã poderão ocorrer caso Teerã não retome as negociações, citando pontes e usinas de energia entre os possíveis alvos militares.
A escalada do conflito elevou momentaneamente o preço do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent chegou a superar US$ 87, mas recuou para cerca de US$ 78 após as declarações do presidente norte-americano.
Enquanto isso, mediadores internacionais continuam buscando restabelecer um cessar-fogo na região. Representantes de Israel e do Líbano voltaram a se reunir em Roma, com mediação dos Estados Unidos, na tentativa de reduzir as tensões que também envolvem o Hezbollah e outros atores do conflito.
Fonte: Notícias ao Minuto.
















