O golpe funciona de forma silenciosa: ao copiar uma chave Pix para realizar um pagamento, um malware instalado no celular ou computador substitui automaticamente a informação por outra pertencente aos criminosos. Como a alteração acontece sem aviso, muitas vítimas acabam colando a chave falsa e concluindo a transferência sem perceber.
A fraude pode atingir dispositivos com sistemas Android e iOS, desde que estejam comprometidos por aplicativos ou softwares maliciosos.
Como ocorre a infecção
Segundo especialistas, os criminosos utilizam diferentes formas para instalar o malware nos aparelhos, entre elas:
- Aplicativos piratas ou baixados fora das lojas oficiais;
- Arquivos anexados em e-mails fraudulentos;
- Sites falsos que simulam verificações de segurança (CAPTCHA) ou exibem janelas de instalação de programas.
Após a infecção, o malware permanece oculto e monitora a área de transferência do dispositivo. Quando identifica uma chave Pix, endereço de criptomoeda ou outro dado financeiro, realiza a substituição automaticamente.
Algumas versões são ainda mais sofisticadas e conseguem reconhecer diferentes formatos de informações, gerando dados compatíveis para dificultar a identificação da fraude.
Como evitar o golpe
Especialistas recomendam alguns cuidados para reduzir os riscos:
- Conferir sempre a chave Pix antes de confirmar a transferência;
- Verificar os primeiros e os últimos caracteres da chave copiada;
- Dar preferência ao pagamento por QR Code quando possível;
- Baixar aplicativos apenas pelas lojas oficiais;
- Manter o sistema operacional e os aplicativos sempre atualizados;
- Utilizar antivírus confiável e evitar softwares piratas;
- Confirmar os dados do destinatário antes de finalizar o pagamento.
A principal recomendação é nunca confiar apenas no recurso de copiar e colar. Uma rápida conferência da chave e do nome do destinatário pode evitar prejuízos financeiros.
Fonte: Notícias ao Minuto
















