O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela de forma interina, após a captura do presidente Nicolás Maduro. Segundo Trump, a medida tem como objetivo garantir uma transição “adequada, justa e legal” e promover “liberdade e justiça para o povo venezuelano”.
Durante um pronunciamento oficial, Trump declarou que as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma operação militar de grande escala em Caracas, envolvendo ações aéreas, terrestres e marítimas. De acordo com ele, a ofensiva resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, após meses de especulações e movimentações militares próximas à costa venezuelana.
“Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou Trump.
Controle do petróleo
Trump também anunciou que os Estados Unidos passarão a controlar a produção e a gestão do petróleo venezuelano, alegando que empresas americanas foram responsáveis pela construção da indústria petrolífera do país nas últimas décadas, antes de terem suas instalações expropriadas durante os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Segundo o presidente norte-americano, a reestruturação do setor petrolífero venezuelano custará bilhões de dólares, valor que será financiado diretamente por empresas dos Estados Unidos.
“Elas serão recompensadas por isso, mas o pagamento vai ser feito e vamos garantir que o petróleo volte a fluir como deveria”, disse Trump.
O presidente afirmou ainda que, devido às receitas do petróleo, a presença americana na Venezuela não trará custos aos cofres públicos dos EUA.
Sucessão política
Durante o discurso, Trump descartou a possibilidade de transferir o governo venezuelano para a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Segundo ele, a oposicionista não teria apoio suficiente dentro do país para liderar a transição.
“Seria muito difícil para ela ser uma líder. Ela não tem apoio interno nem respeito dentro do país. Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito necessário para ser uma líder”, declarou.
Trump também sugeriu que os Estados Unidos já exercem controle político sobre a Venezuela, ao afirmar que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, teria mantido conversas com a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do governo venezuelano nem reações formais da comunidade internacional sobre as declarações do presidente dos Estados Unidos.
















