A inflação oficial do Brasil apresentou desaceleração em maio, mas segue em patamar elevado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% no mês, após avanço de 0,67% em abril, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma redução de 0,09 ponto percentual em relação ao mês anterior, embora tenha ficado ligeiramente acima das expectativas do mercado financeiro, que projetava alta mediana de 0,55%.
Com o resultado, a inflação acumulada no ano chegou a 3,20%, enquanto o índice acumulado nos últimos 12 meses atingiu 4,72%, acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, fixado em 4,50%.
Entre os grupos que mais pressionaram o índice em maio, o destaque foi para Alimentação e Bebidas, que respondeu por cerca de metade da inflação do período. O setor registrou alta de 1,33%, gerando impacto de 0,29 ponto percentual no resultado geral do IPCA.
Na sequência, aparecem os grupos Habitação, com aumento de 1,22%, e Saúde e Cuidados Pessoais, que subiu 0,90%. Um dos itens que mais influenciaram a inflação foi a energia elétrica residencial, que teve aumento de 3,67%, sendo o subitem de maior impacto individual no índice do mês.
Por outro lado, o grupo Transportes ajudou a conter uma inflação ainda maior. O setor registrou queda de 0,46% em maio, revertendo a alta observada em abril e contribuindo negativamente para o resultado do índice.
A redução foi impulsionada principalmente pela queda dos combustíveis, que tiveram recuo médio de 1,95% no período. A gasolina caiu 1,46%, enquanto o etanol registrou queda mais acentuada, de 6,20%.
Especialistas avaliam que, apesar da desaceleração observada em maio, o comportamento dos preços ainda exige atenção, especialmente diante da pressão dos alimentos e do fato de a inflação acumulada permanecer acima do limite definido pela política monetária do país.
Fonte: IBGE e Estadão
















