A Prefeitura de Costa Rica apresentou, em 26 de fevereiro de 2026, na Câmara Municipal, a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde referente ao terceiro quadrimestre de 2025. O Relatório Detalhado do 3º Quadrimestre (RDQA) atende à Lei Complementar nº 141/2012 e reúne dados sobre metas, ações, produção hospitalar, atenção primária, especialidades, vigilância em saúde e execução orçamentária entre setembro e dezembro.
No período, foram registradas 1.946 internações hospitalares. As principais causas de morbidade foram lesões, envenenamentos e outras consequências de causas externas, com 168 casos, seguidas por doenças do aparelho respiratório (111) e do aparelho digestivo (110). Os procedimentos clínicos passaram de 477 em 2024 para 579 em 2025, enquanto os cirúrgicos recuaram de 374 para 255 na comparação entre os quadrimestres.
A UTI manteve a taxa mínima de ocupação exigida de 30% e contabilizou 616 Autorizações de Internação Hospitalar aprovadas. O serviço de hemodiálise atendeu moradores do município e pacientes de Chapadão do Sul, Figueirão, Paraíso das Águas e Alto Taquari (MT), com média de 25 pacientes no quadrimestre e 49 atendidos no total.
A Atenção Primária está organizada em sete equipes da Estratégia Saúde da Família distribuídas nas unidades São Francisco, Central, Vila Nunes, Sonho Meu III, Vale do Amanhecer, além das unidades Rural e Flor do Cerrado, que funcionam no mesmo prédio. O município registra 20.986 famílias cadastradas e conta com 51 agentes comunitários de saúde. As visitas domiciliares desses agentes somaram 61.925 em 2025, ante 64.835 em 2024. Já as visitas de profissionais de nível superior aumentaram de 369 para 456. As consultas médicas passaram de 14.306 para 16.042, e as de nível superior de 6.169 para 6.691.
Nos Centros de Especialidades Médicas, foram 9.049 consultas em 2025, frente a 9.648 em 2024. Em cardiologia, os atendimentos passaram de 885 para 966; em ortopedia, de 1.254 para 1.094; em ginecologia, de 961 para 1.012; em pediatria, de 1.428 para 1.333; e em dermatologia, de 771 para 798. Exames de ultrassonografia cresceram de 4.635 para 5.887. No CAPS, as consultas médicas caíram de 4.360 para 1.437. O Centro de Reabilitação realizou 312 atendimentos em 2025, ante 487 no ano anterior. A saúde bucal registrou 5.001 atendimentos de urgência e 803 tratamentos concluídos em 2025.
A Assistência Farmacêutica distribuiu 920.236 medicamentos pactuados em 2025, ante 694.799 em 2024, e 541.181 medicamentos controlados, frente a 435.702 no ano anterior. Na regulação estadual, houve redução de exames liberados: 15 ressonâncias em 2025, contra 491 em 2024, e 171 outros exames, ante 759. O transporte de pacientes para cidades como Campo Grande, Chapadão do Sul, Barretos e Jales somou 4.657 pessoas em 2025, com 310 viagens e 95 vagas zero.
A cobertura vacinal apresentou variações, com a terceira dose da pentavalente em 94,02% em 2025, ante 120% em 2024, e pólio em 113%, ante 132%. Foram confirmados 14 casos de dengue no último quadrimestre de 2025, frente a oito em 2024, com 25.630 visitas domiciliares para combate a vetores. A receita arrecadada foi de R$ 48,4 milhões, ante previsão de R$ 22,2 milhões, enquanto as despesas liquidadas chegaram a R$ 79,8 milhões. O município aplicou 25,22% de recursos próprios em saúde, acima do mínimo constitucional de 15%. Durante o debate, vereadores cobraram maior oferta de exames e cirurgias de alta complexidade. O secretário Daniel Rayckson Lemos Santos afirmou que o município depende da regulação estadual e mantém diálogo com o Estado diante do aumento da demanda regional.

















