O início do ano traz mudanças importantes para o bolso dos brasileiros. A partir de 1º de janeiro, entram em vigor o novo valor do salário mínimo, reajustado para R$ 1.621, e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, que passa a beneficiar quem recebe até R$ 5 mil por mês.
Segundo o governo federal, cerca de 15 milhões de contribuintes devem ser diretamente beneficiados pelas novas regras, que buscam aliviar a carga tributária sobre a classe média e garantir ganho real de renda aos trabalhadores.
Salário mínimo tem reajuste acima da inflação
O salário mínimo teve um aumento de 6,79%, subindo de R$ 1.518 para R$ 1.621. O reajuste considera a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulada até novembro, além de um ganho real, limitado pelas regras do arcabouço fiscal.
O novo valor impacta não apenas os trabalhadores formais, mas também aposentadorias, pensões e benefícios sociais vinculados ao piso nacional.
Isenção do IR sobe para R$ 5 mil
Outra mudança relevante é a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, que antes contemplava apenas quem ganhava até dois salários mínimos (R$ 3.036). Com a nova regra, trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil deixam de pagar o imposto.
A expectativa do governo é de uma economia média anual de cerca de R$ 4 mil por beneficiário. A alteração será percebida já no contracheque de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro.
Alta renda terá tributação maior
Para compensar a perda de arrecadação, o governo elevou a tributação para quem recebe acima de R$ 50 mil por mês. A medida deve atingir cerca de 141 mil contribuintes, concentrados na faixa de renda mais alta.
Descontos progressivos evitam salto no imposto
A reforma também criou descontos progressivos para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350, evitando o chamado “degrau tributário”, quando pequenos aumentos salariais resultam em uma carga de imposto desproporcional.
Nesse intervalo, o desconto diminui gradualmente conforme a renda aumenta. O cálculo é individual e leva em conta deduções e outras fontes de rendimento.
Atenção ao calendário
As mudanças não afetam a declaração do Imposto de Renda de 2026, referente ao ano-base 2025. O impacto na declaração anual será sentido apenas em 2027, quando os rendimentos de 2026 forem declarados.

















