A Trilha Rupestre: Inovações e Tecnologias Sociais na Bioeconomia Local foi oficialmente selecionada pelo programa UNESCO‑MOST BRIDGES para receber certificação em janeiro de 2026. A iniciativa de Alcinópolis passa a ser um dos poucos projetos do país com aval internacional reconhecendo sua relevância cultural, científica e socioeconômica.
Desenvolvida pela UFMS com apoio da Cátedra UNESCO e financiamento da Fundect, a iniciativa pretende transformar o vasto patrimônio arqueológico do estado em uma rota de educação, turismo e bioeconomia, mobilizando 16 municípios de Mato Grosso do Sul.
O programa inclui localidades com mais de 740 sítios arqueológicos registrados oficialmente, e propõe trabalhar seis eixos interligados — arqueológico, botânico, arte-cerâmica, alimentação, geopaleontologia e turismo — com foco em promover desenvolvimento local sustentável.
Para os coordenadores do projeto e representantes da UNESCO, a certificação confirma que a Trilha Rupestre concilia preservação cultural, participação comunitária e inovação social, em consonância com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O reconhecimento internacional tende a gerar maior visibilidade para o turismo arqueológico e ecológico da região, atraindo visitantes, pesquisadores e investidores, o que pode dinamizar a economia local e fortalecer a bioeconomia.
Além disso, a certificação pode abrir portas para novas parcerias, projetos de pesquisa, editais e cooperação internacional — ampliando o alcance da iniciativa além dos limites estaduais.
O selo representa uma perspectiva inédita de valorização do patrimônio e de desenvolvimento integrado para comunidades historicamente ligadas aos sítios rupestres.

















